2026 - Um ano de esperança
Entrados em 2026, temos, a menos de duas semanas, eleições presidenciais. A situação em Portugal e no mundo revela-se complexa. Crescem os conflitos, lá fora e aqui os governantes embarcam em políticas de guerra.

Artur Ribeiro é comerciante e foi Vereador da CDU na Câmara Municipal de Matosinhos.
Entre nós há quem cultive o racismo, o neofascismo, o ódio contra os imigrantes. O governo procura apoios nesses sectores de extrema direita para concretizar, para levar avante as suas políticas neoliberais contra os direitos do povo e dos trabalhadores.
Em Portugal os salários são baixos, muito baixos. A maioria das pensões e reformas é inferior a 500 euros. Vive-se mal. Há problemas graves na Saúde, na Habitação, na Educação, há falta de lares, de creches, etc. Felizmente a greve geral foi um exaltante momento de luta. Uma enorme vitória dos trabalhadores. Realidade que deveria imperativamente levar o governo a repensar a sua intenção de impor o nefasto pacote laboral. Se não o fizer, acredito que outras ações, novas lutas, travarão os seus intentos, porque, como diz a canção: "pra melhor está bem está bem... pra pior já basta assim"
Em relação às próximas eleições presidenciais, à direita perfilam-se vários candidatos com os quais seguramente tudo continuará a afundar-se. Temos depois um candidato com vergonha de se afirmar de esquerda. E, à esquerda, só um candidato, verdadeiramente se posiciona sem tibiezas ao lado dos trabalhadores, só ele defende com empenho a necessidade urgente do aumento de salários, a melhoria das condições de vida do Povo. É o candidato que vai à luta e sempre irá. É aquele que no respeito pela Constituição da República Portuguesa e da democracia avançada que ela consagra, está firme e coerentemente ao lado dos trabalhadores. É o que defende a liberdade e a igualdade religiosas, aliás o único que esteve com o Presidente da Conferência Episcopal, Bispo José Ornelas e com o Sheik da Comunidade Islâmica de Lisboa, David Munir, e com ambos chegou a pontos de entendimento pela Paz, contra a xenofobia e o discurso do ódio. E também só ele insiste no fim da guerra, de todas as guerras. Como dizia o Papa Francisco, palavras que guardam plena atualidade: "com a guerra perde-se sempre. Só ganha quem vende as armas".
Pela Paz, pelo trabalho com direitos, por uma vida melhor para todos os que aqui vivem e aqui trabalham, saibamos fazer de 2026 um ano de esperança.
6/01/2026
A equipa assume a gestão editorial de Terra da Fraternidade, mas os textos de reflexão vinculam apenas quem os assina.
