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A vigília da Capela do Rato pela paz, 50 anos depois

A 30 de dezembro de 1972, um grupo de cristãos, a que se associariam não cristãos, organizou uma vigília de 48 horas na Capela do Rato, em Lisboa. O protesto começou depois da missa vespertina, com a leitura de um documento de intenções, que incluía uma greve de fome. A ideia era refletir sobre a situação da guerra colonial e debater formas de conseguir a Paz. Cá fora, não só em Lisboa, petardos espalham panfletos apelando à solidariedade com os grevistas da fome.

No dia seguinte, a mensagem é de novo transmitida à porta de várias Igrejas, enquanto lá dentro, na Capela do Rato, era aprovada uma moção repudiando a política do Governo de ‘prosseguir uma guerra criminosa com a qual tenta aniquilar movimentos de libertação das colónias’ e denunciando a ‘cumplicidade da hierarquia da Igreja Católica face a esta guerra’. Ao final do dia, a vigília seria interrompida pelas forças policiais. Os participantes foram levados pelas autoridades para identificação, tendo alguns sido conduzidos a Caxias, onde permaneceram incomunicáveis. Os funcionários públicos presentes na vigília haveriam de ser alvo de processos de demissão.” (LINK para estes dois parágrafos: https://www.museudoaljube.pt/2020/12/30/caso-da-capela-do-rato/)

 

Durante o mês de Dezembro, a Estrutura de Missão dos 50 Anos do 25 de Abril assinala meio século passado sobre a Vigília da Capela do Rato, em Lisboa, com uma mostra expositiva, conversas e um colóquio. Estão disponíveis mais informações aqui: https://www.50anos25abril.pt/noticias/a-vigilia-da-capela-do-rato-50-anos-depois

 

A plataforma RTP Ensina tem uma ficha sobre este momento marcante de contestação ao regime fascista e à guerra colonial, com um excerto de um documentário: https://ensina.rtp.pt/artigo/a-vigilia-na-capela-do-rato/

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